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Publicada em 11 de agosto de 2015 - 10h 5
Enquanto empresários e trabalhadores pagam pela crise, banqueiros enchem o bolso

Enquanto trabalhadores e empresários precisam fazer malabarismos para enfrentar a crise econômica num cenário de juros altos, restrição de crédito, os banqueiros não têm do que reclamar: nunca ganharam tanto dinheiro no Brasil como agora.
Há poucos dias, o Bradesco, por exemplo, divulgou ter registrado lucro líquido contábil de R$ 4,473 bilhões no segundo trimestre de 2015, após atingir R$ 4,244 bilhões nos três meses anteriores - um aumento de 5,4%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o lucro mostrou crescimento de 18,4%. Esse é o maior lucro registrado pelo banco em toda a história.
Acha muito? No mesmo período do ano, o banco Itaú Unibanco registrou lucro líquido de R$ 5,984 bilhões, o maior lucro já registrado pelo banco para um segundo trimestre. E estou citando apenas dois dos maiores bancos privados, mas em geral essa regra vale para todos.
Enquanto isso, os bancos arrocham as exigências para concessão de crédito para empresários, que poderiam estar gerando empregos e movimentando a economia, impondo taxas cada vez mais altas. O mesmo vale para pessoa física – a taxa Selic de 14,5% é exagerada para o país, mas pior que ela é o “spread” bancário (a diferença entre o que o banco paga para o investidor e o que ele cobra de quem está pedindo o empréstimo). Os bancos no Brasil lucram mais do que em qualquer outro lugar do mundo.
Seria normal que num período de crise, como estamos agora, que os rendimentos dos bancos reduzissem também, mas ao contrário aproveitam o aperto dos empresários e da população em geral para acharcar com os juros altos. Fico apenas me perguntando se interessa aos bancos quebrarem seus clientes, porque se continuarem tratando seus clientes desse jeito em breve não terão a quem emprestar.